sexta-feira, 12 de junho de 2015

SEM ASAS – SEM SONHOS

Quando as asas do sonho
Naufragam no gelo do coração,
A vida perde seu curso, o país da
Mágoa surge, no oceano do amor.
Poderia quem sabe o pássaro
Emprestar as asas, mas o
Coração já é apenas um
Iceberg, nada mais reluz ou
Brilha, no oceano vida, o
Domínio é do império realidade.
No oceano amor, ondas
Turbulentas e ofegantes,
Tentam alcançar em alguma
Ilha o coração transformado
Em iceberg, mutilado, sem asas,
Sem sonhos, frio, sem amor.
Nas ondas distantes, boia sem
Rumo, uma garrafa e um poema
De amor, esquecido pelo vasto
Mundo máquina, dominado
Pelo descaso, pelo sentimento sem
Raízes, sem sonhos, sem amor.
Em algum mar, sem nunca ter
Chegado ao seu destino, a
Garrafa quebrou-se e o poema,
E o amor, como aquele coração
Apaixonado transformaram-se
Em um distante iceberg.

Rosicler Fátima Tomaz Pereira Schäfer

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