quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Bullying


Dizia Jesus que deveríamos amar ao próximo como a nós mesmos, difícil, há que se admitir, provavelmente os santos conseguiram, porém o respeitar o outro, acredito ser o mínimo que se espera de um cidadão, independentemente de suas diferenças, afinal o Brasil vive um Estado Democrático de Direito.
Como tal, com uma Constituição cidadã, com garantias e direitos fundamentais de dignidade da pessoa humana, dessa maneira é inadmissível que em pleno século XXI, com inúmeras campanhas contra o bullying, esse fenômeno ainda assombre à vida escolar de muitos alunos.
Manifesto-me sobre esse tema, tendo em vista que constantemente observo inúmeras crianças, adolescentes e adultos sendo vitimados pelo bullying, e tenho absoluta certeza que na maioria das famílias o ensinamento que recebem é de devem respeitar todos.
Tenho certeza que não é só a minha neta que sofre as amarguras de uma sociedade cruel, desumana e voltada para valores de consumismo, hedonismo, aparências e futilidades, mas também tenho absoluta certeza que a Legislação brasileira, através do Ministério de Educação é clara sobre o tema e em seu “Artigo 3º:

O bullying pode ser classificado em três tipos, conforme as ações praticadas: I) Sexual: assediar, induzir e/ou abusar; II) Exclusão social: ignorar, isolar e excluir; III) Psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, infernizar, tiranizar, chantagear e manipular.

Portanto, falta muito para que possamos ter uma sociedade que pelo menos tenha respeito pelo próximo, onde crianças não necessitem passar por situações penosas e que poderão afetar psicologicamente o resto de suas vidas. Realmente, não poderia calar-me, não só por ser minha neta, mas por saber que como ela existem inúmeras outras crianças, adolescentes, adultos, idosos, animais, doentes, pessoas com problemas mentais, com depressão.
Mas, há muitas certezas, primeiro ainda vivemos em um Estado Democrático de Direito, a Legislação prevê punição para o bullying e qualquer outra forma de discriminação seja de qualquer natureza, o Direito luta para manter as bases e princípios de dignidade do cidadão e o Estatuto da Criança e do Adolescente, exerce o seu papel com maestria, assim como o Ministério Público com incansável busca pela justiça.

Rosicler Fátima Tomaz Pereira Schäfer

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