sexta-feira, 22 de junho de 2018

Amados (as) Leitores (as), um tempo de afastamento, mas eternas saudades...


                                          Fonte: https://pt.aliexpress.com, 2018.

ANSIEDADE

Há dias que não cabe no peito o desatino,
de uma vida sem lugar para as prosas de amor,
de sonhos e de todos os sentimentos que envolvem um querer.

Querer de pais para com seus filhos, mesmo com o avançar da idade,
de dialogarem e recordarem as velhas fotos e filmagens.

Querer de amigos leais e dispostos a dividir os ingredientes
para uma janta gostosa, de conversas descompromissadas,
fazendo presente apenas os risos e gargalhadas do tudo e do nada.

Querer entre um homem e uma mulher, que mesmo
sem dispor da vontade fogosa da juventude,
desejam estar ao lado para sentirem o calor dos corpos,
o passar dos dias não mais com temores e sustos com as desventuras,
apenas a partilha da doce e suave companhia um do outro.

Querer um passear de mãos dadas pelas ruas da cidade,
percebendo a continuidade e a emoção de estar ao lado
do bem querer, que em muitas vezes cedeu, em outras emburrou.

Sim, é assim há dias que a ansiedade ocupa
um espaço no coração e na mente, que é cruel,
as horas não passam, o dia prende-se na mesmice,
e sobe um nó na garganta, vontade de apenas sentir
as emoções de um passado que não volta,
do dia de hoje objetivado na ânsia de viver com
acalentos e sonhos inspiradores, do amanhã,
irradiante, verdadeiro e firmado no finito.

Rosicler Fátima Tomaz pereira Schäfer


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