quarta-feira, 15 de julho de 2015

POESIA: AQUELA RUA

Aquela rua

Ao passar naquela rua, trajeto
De todos os dias, estrada companheira
De sonhos infinitos e reais, momentos únicos.
Hoje sinto o pânico e a dor de existir, sem
Aquela magia de alegria contagiante, de
Caminhar sem peso, sem mágoas, sem
Sonhos desfeitos, sem sentir a cada passo
O calor do abraço, o suor do aperto de mão
Apaixonado, alucinado por ser o tudo e o nada.

É estranho caminhar só, sem sentir e ouvir
As palavras e divagações dos diálogos existenciais
Tão humanos, palavras fortes de mudanças e
Sonhos de um mundo feliz, cheio de quadros de amor.
É estranho caminhar só, sem se entregar as
Emoções das conversações apaixonadas, dos
Ideais filosóficos e das místicas e utópicas
Teorias do universo sem fim e azul.

Aquela rua, tão distante e perdida do existir
Real, do cotidiano, do tédio, é a minha rua
Sem cordão, é a imaginação fantástica de
Minha alma alucinada, sem qualquer limite
No sonho, na magia e exuberância do amor.

Saudade ficou, da amizade, do cúmplice e
Amante, do passo, ante passo, pós passo,
Daquele suave compasso entre o calcanhar e o
Pensamento, entre a minha e a tua alma.

Rosicler Fátima Tomaz Pereira Schäfer


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