sábado, 19 de dezembro de 2015

RELACIONAMENTOS ACABAM O AMOR AOS FILHOS E ENTES QUERIDOS NÃO.


FINAL DE RELACIONAMENTOS – CONTINUIDADE DE AMOR AOS FILHOS (PARTE I)

Leitores, um tema tornou-se efetivamente relevante, diante de tantos finais de relacionamentos, no passado, hoje e talvez, esperançosamente sejam menos intensos no futuro; visto que a maioria deles demonstram a falta de AMOR e afeto, e o pior de dignidade e respeito para com o outro. Como se não bastasse o desamor e desafeto atingem os membros do núcleo familiar, de maneiras sutilmente cruéis, que até mesmo Maquiavel, pensaria duas vezes, em agir, frente ao fato de atingir os filhos, de ambos, de um dos pares, ou dos dois pares, dos animais de estimação, dos idosos.
A família, em todas as suas dimensões e variações é um núcleo fundamental na vida existencial de todo ser humano, desse núcleo depende a saúde física, mental, afetiva e espiritual de toda pessoa. Quando uma família esquece-se de preservar e cultivar o amor, o espaço é ocupado pela doença, desequilíbrios, depressão, inadequações passam a fazer parte de alguns membros da mesma. Geralmente, os filhos, são os mais vitimados, carregando os estigmas por gerações.
Nos momentos em que o núcleo familiar passa a ser um vínculo doentio sem estrutura, onde às vítimas não encontram caminhos para seguir, e muitas vezes acabam por adotarem ídolos com pés de barros, sejam eles genitores biológicos ou afetivos e aqueles que vitimam muitas vezes o fazem sem sequer perceberem, pois estão isolados no individualismo da sociedade atual. Nesse sentido cabe destacar o texto de Maria Berenice Dias, para uma leitura, análise e reflexão:

Quem lida com conflitos familiares certamente já se deparou com um fenômeno que não é novo, mas que vem sendo identificado por mais de um nome: “síndrome de alienação parental” ou “implantação de falsas memórias”. Este tema começa a despertar a atenção, pois é prática que vem sendo denunciada de forma recorrente e irresponsável. Muitas vezes, quando da ruptura da vida conjugal, um dos cônjuges não consegue elaborar adequadamente o luto da separação e o sentimento de rejeição, de traição, faz surgir um desejo de vingança. Desencadeia um processo de destruição, de desmoralização, de descrédito do ex parceiro. O filho é utilizado como instrumento da agressividade. É levado a rejeitar o outro genitor, a odiá-lo. Trata-se de verdadeira campanha de desmoralização. A criança é induzida a afastar-se de quem ama e que também a ama. Isso gera contradição de sentimentos e destruição do vínculo entre ambos. Restando órfão do genitor alienado, acaba identificando-se com o genitor patológico, passando a aceitar como verdadeiro tudo que lhe é informado. Neste jogo de manipulações, todas as armas são utilizadas, inclusive a assertiva de ter havido abuso sexual. O filho é convencido da existência de um fato e levado a repetir o que lhe é afirmado como tendo realmente acontecido. Nem sempre consegue discernir que está sendo manipulado e acaba acreditando naquilo que lhe foi dito de forma insistente e repetida. Com o tempo, nem o genitor distingue mais a diferença entre verdade e mentira. A sua verdade passa a ser verdade para o filho, que vive com falsas personagens de uma falsa existência, implantando-se, assim, falsas memórias (DIAS, MARIA BERENICE, 2015). (grifos meus)


            Leitores no próximo artigo sobre o tema Final de Relacionamentos – Continuidade de Amor aos Filhos (Parte II) escreverei sobre as dores da alma que os filhos crescidos sentem, quando nascem os filhos menores e passam a não mais receberem os mesmos afetos e cuidados. Feliz fim de semana, com muito AMOR e CARINHO.

Rosicler Fátima Tomaz Pereira Schäfer



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